O que é a Doença de Crohn?
A Doença de Crohn é uma condição inflamatória crônica que pode afetar qualquer parte do trato digestivo, desde a boca até o ânus, embora o íleo terminal (porção final do intestino delgado) e o cólon sejam as localizações mais frequentes. A inflamação é transmural, ou seja, atinge todas as camadas da parede intestinal.
A Dra. Ana Thereza Marzola, gastroenterologista e membro do GEDIIB, oferece atendimento especializado para pacientes com Doença de Crohn, com foco em tratamento individualizado e acompanhamento de longo prazo.
Padrões de Apresentação
A Doença de Crohn pode se manifestar de diferentes formas:
Por Localização
- Ileocolite: Afeta íleo e cólon (mais comum, ~50% dos casos).
- Ileíte: Apenas íleo terminal (~30% dos casos).
- Colite de Crohn: Apenas cólon (~20% dos casos).
- Doença gastroduodenal: Estômago e duodeno (rara).
- Jejunoileíte: Intestino delgado proximal (rara).
Por Comportamento
- Inflamatório: Sem complicações estruturais.
- Estenosante: Com estreitamentos que podem causar obstrução.
- Penetrante/Fistulizante: Com fístulas e/ou abscessos.
Doença Perianal
Até 30% dos pacientes desenvolvem manifestações perianais: fístulas, abscessos, fissuras e skin tags. Pode preceder os sintomas intestinais.
Sintomas da Doença de Crohn
Os sintomas variam conforme a localização e comportamento da doença:
- Dor abdominal: Geralmente em cólica, frequentemente no quadrante inferior direito.
- Diarreia crônica: Pode ou não conter sangue.
- Perda de peso: Por má absorção e redução da ingesta.
- Fadiga: Frequente e impactante na qualidade de vida.
- Febre: Especialmente em atividade ou complicações.
- Sintomas obstrutivos: Náuseas, vômitos, distensão em casos de estenose.
- Massa abdominal: Palpável em alguns casos.
- Manifestações perianais: Dor, secreção, nódulos perianais.
Diagnóstico
O diagnóstico da Doença de Crohn requer avaliação completa:
- Ileocolonoscopia com biópsias: Exame fundamental, permite visualização direta e confirmação histológica.
- Endoscopia digestiva alta: Para avaliar envolvimento gastroduodenal.
- Entero-ressonância/enterotomografia: Avalia intestino delgado e complicações (estenoses, fístulas).
- Cápsula endoscópica: Em casos selecionados de suspeita de Crohn de delgado.
- Exames laboratoriais: Hemograma, PCR, calprotectina fecal, albumina, ferro, B12.
- Ressonância perianal: Se houver doença perianal.
Tratamento
O tratamento é individualizado conforme gravidade, localização e comportamento:
Medicamentos
- Aminossalicilatos: Mesalazina, útil em casos leves a moderados de colite.
- Corticosteroides: Prednisona, budesonida para indução de remissão em crises.
- Imunomoduladores: Azatioprina, metotrexato para manutenção de remissão.
- Biológicos anti-TNF: Infliximabe, adalimumabe para casos moderados a graves.
- Biológicos anti-integrinas: Vedolizumabe para casos refratários ou específicos.
- Biológicos anti-IL: Ustecinumabe, outra opção para casos complexos.
- Pequenas moléculas: Upadacitinibe, nova classe terapêutica.
Cirurgia
Até 50% dos pacientes necessitam de cirurgia ao longo da vida. Indicações incluem:
- Estenoses obstrutivas não responsivas a tratamento clínico
- Fístulas ou abscessos que não respondem a medicamentos
- Displasia ou câncer
- Doença refratária a tratamento clínico otimizado
Suporte Nutricional
Nutrição enteral exclusiva pode induzir remissão, especialmente em crianças. Correção de deficiências nutricionais é essencial.
Objetivos do Tratamento Moderno
A abordagem atual visa alvos mais ambiciosos do que apenas controle de sintomas:
- Remissão clínica: Controle dos sintomas.
- Remissão endoscópica: Cicatrização da mucosa documentada por exames.
- Normalização de biomarcadores: PCR e calprotectina fecal normais.
- Prevenção de progressão: Evitar complicações estruturais.
- Qualidade de vida: Restauração das atividades normais.
Tratamento Especializado para Doença de Crohn
A Doença de Crohn requer acompanhamento especializado para otimização do tratamento. Agende sua consulta com a Dra. Ana Thereza Marzola.
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