O que é Doença do Refluxo Gastroesofágico?
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) ocorre quando o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago de forma frequente, causando sintomas incômodos e/ou complicações. É uma das condições gastroenterológicas mais comuns, afetando cerca de 20% da população.
A Dra. Ana Thereza Marzola, gastroenterologista com especialização pelo Hospital Israelita Albert Einstein, oferece diagnóstico preciso e tratamento personalizado para pacientes com refluxo em São Paulo.
Causas e Fatores de Risco
O refluxo ocorre quando os mecanismos de barreira entre estômago e esôfago falham:
- Relaxamento transitório do EEI: O esfíncter esofágico inferior relaxa inadequadamente.
- Hérnia de hiato: Parte do estômago desliza para o tórax, enfraquecendo a barreira.
- Hipotonia do EEI: Fraqueza permanente do esfíncter.
- Obesidade: Aumenta a pressão intra-abdominal.
- Gravidez: Alterações hormonais e mecânicas favorecem o refluxo.
- Tabagismo: Reduz o tônus do esfíncter e aumenta a produção de ácido.
- Certos medicamentos: Anticolinérgicos, bloqueadores de cálcio, sedativos.
Sintomas do Refluxo
Sintomas Típicos
- Pirose (azia): Queimação retroesternal que sobe em direção à garganta, especialmente após refeições ou ao deitar.
- Regurgitação: Retorno do conteúdo ácido ou alimentar à boca, com gosto azedo ou amargo.
Sintomas Atípicos
- Dor torácica: Pode mimetizar dor cardíaca, requer diferenciação.
- Tosse crônica: Especialmente noturna ou ao acordar.
- Rouquidão: Irritação das cordas vocais pelo ácido.
- Pigarro: Sensação constante de limpeza da garganta.
- Globus: Sensação de "bola na garganta".
- Asma de difícil controle: Refluxo pode desencadear ou piorar asma.
- Erosões dentárias: O ácido pode danificar o esmalte dos dentes.
Complicações da DRGE
Quando não tratado adequadamente, o refluxo pode causar:
- Esofagite erosiva: Inflamação e erosões na mucosa esofágica.
- Estenose péptica: Estreitamento do esôfago por cicatrização.
- Esôfago de Barrett: Metaplasia do epitélio esofágico, condição pré-maligna.
- Adenocarcinoma de esôfago: Câncer que pode surgir do Barrett.
- Úlcera esofágica: Feridas mais profundas na mucosa.
Diagnóstico
O diagnóstico pode ser clínico em casos típicos, mas exames podem ser necessários:
- Endoscopia digestiva alta: Visualiza a mucosa esofágica, detecta esofagite, Barrett ou outras alterações.
- pHmetria de 24 horas: Padrão-ouro para quantificar refluxo ácido, indicada em casos duvidosos ou refratários.
- Impedância-pHmetria: Detecta também refluxo não-ácido (relevante em pacientes em uso de IBP).
- Manometria esofágica: Avalia a função motora do esôfago, útil pré-cirurgia.
Tratamento
Mudanças no Estilo de Vida
- Elevar a cabeceira da cama (15-20 cm)
- Evitar refeições volumosas, especialmente à noite
- Não deitar nas 2-3 horas após comer
- Perder peso se houver sobrepeso/obesidade
- Cessar tabagismo
- Evitar alimentos que pioram sintomas (gorduras, café, álcool, cítricos, chocolate)
- Evitar roupas apertadas na região abdominal
Tratamento Farmacológico
- Inibidores de bomba de prótons (IBP): Omeprazol, pantoprazol, esomeprazol. Base do tratamento, suprimem a produção de ácido.
- Bloqueadores H2: Ranitidina (descontinuada), famotidina. Segunda linha.
- Antiácidos: Alívio sintomático rápido, não tratam a causa.
- Procinéticos: Domperidona, podem auxiliar no esvaziamento gástrico.
Tratamento Cirúrgico
A fundoplicatura (geralmente videolaparoscópica) pode ser indicada em casos selecionados: refratariedade ao tratamento clínico, preferência por não uso contínuo de medicamentos, hérnia hiatal volumosa.
Tratamento Especializado para Refluxo
O refluxo gastroesofágico pode impactar significativamente sua qualidade de vida. Agende sua consulta com a Dra. Ana Thereza Marzola para avaliação e tratamento adequado.
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