O que é Retocolite Ulcerativa?

A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta a mucosa do cólon (intestino grosso) e reto. Diferentemente da Doença de Crohn, a inflamação na RCU é contínua (sem áreas saudáveis intercaladas) e limitada às camadas mais superficiais da parede intestinal.

A Dra. Ana Thereza Marzola, gastroenterologista e membro do GEDIIB, oferece atendimento especializado para pacientes com Retocolite Ulcerativa, utilizando as mais modernas abordagens terapêuticas.

Extensão da Doença

A RCU é classificada conforme a extensão do acometimento:

  • Proctite: Inflamação limitada ao reto (~30% dos casos). Sintomas predominantes são urgência, tenesmo e sangramento.
  • Colite esquerda: Acomete até a flexura esplênica (~40% dos casos). Além dos sintomas retais, inclui diarreia e dor abdominal.
  • Pancolite: Envolve todo o cólon (~30% dos casos). Forma mais grave, com maior risco de complicações.

A extensão pode mudar ao longo do tempo - proctites podem evoluir para formas mais extensas.

Sintomas

Os sintomas característicos da RCU incluem:

  • Diarreia sanguinolenta: Sintoma mais característico, com sangue vivo misturado ou recobrindo as fezes.
  • Muco nas fezes: Secreção mucosa acompanha frequentemente.
  • Urgência evacuatória: Necessidade súbita e imperativa de evacuar.
  • Tenesmo: Sensação de evacuação incompleta, vontade de evacuar sem conseguir.
  • Dor abdominal: Em cólica, geralmente em abdome inferior esquerdo.
  • Incontinência fecal: Em casos graves ou com intensa urgência.
  • Evacuações noturnas: Acordar para evacuar é sinal de atividade inflamatória.

Sintomas Sistêmicos

  • Fadiga e mal-estar
  • Perda de peso
  • Febre (em crises moderadas a graves)
  • Anemia por sangramento crônico

Diagnóstico

O diagnóstico da RCU baseia-se em:

  • Colonoscopia com biópsias: Exame fundamental que revela mucosa inflamada com ulcerações, edema, perda do padrão vascular e pseudopólipos. Biópsias confirmam achados histológicos característicos.
  • Retossigmoidoscopia: Pode ser suficiente em proctites, menos invasiva que colonoscopia completa.
  • Exames laboratoriais: Hemograma (anemia), PCR, VHS, calprotectina fecal, albumina.
  • Coprocultura: Exclusão de infecções (especialmente Clostridium difficile).
  • Radiografia ou TC de abdome: Em casos suspeitos de megacólon tóxico.

Gravidade das Crises

A atividade da doença é classificada em:

Leve

Menos de 4 evacuações por dia, sangramento leve, sem sintomas sistêmicos, exames laboratoriais normais.

Moderada

4-6 evacuações por dia, sangramento moderado, sintomas sistêmicos leves, alterações laboratoriais discretas.

Grave

Mais de 6 evacuações sanguinolentas por dia, febre, taquicardia, anemia significativa, queda do estado geral. Requer hospitalização.

Tratamento

O tratamento é escalonado conforme extensão e gravidade:

Aminossalicilatos (Mesalazina)

Primeira linha para casos leves a moderados. Pode ser administrada via oral, supositórios ou enemas, conforme a extensão.

Corticosteroides

Para indução de remissão em crises moderadas a graves. Prednisona oral ou hidrocortisona intravenosa em casos graves hospitalizados.

Imunomoduladores

Azatioprina ou 6-mercaptopurina para manutenção em pacientes corticodependentes ou com recidivas frequentes.

Terapia Biológica

  • Anti-TNF: Infliximabe, adalimumabe, golimumabe
  • Anti-integrinas: Vedolizumabe
  • Anti-IL: Ustecinumabe
  • Inibidores de JAK: Tofacitinibe, upadacitinibe
  • Moduladores S1P: Ozanimode, etrasimod

Cirurgia

A colectomia total é curativa na RCU. Indicada em casos refratários, megacólon tóxico, displasia ou câncer. A bolsa ileal (J-pouch) permite manter a continuidade intestinal.

Vigilância de Câncer Colorretal

Pacientes com RCU têm risco aumentado de câncer colorretal:

  • Colonoscopia de vigilância a partir de 8 anos do diagnóstico
  • Frequência anual ou bienal conforme fatores de risco
  • Cromoscopia para detecção de displasia
  • Colectomia se displasia confirmada

Tratamento Especializado para Retocolite

A Retocolite Ulcerativa requer acompanhamento especializado para controle adequado. Agende sua consulta com a Dra. Ana Thereza Marzola.

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